Segunda-feira, Março 26, 2007

1 down



5 to go!!!

Domingo, Março 18, 2007

Cessa o teu canto!


Cessa o teu canto
Cessa, que, enquanto
O ouvi, ouvia
Uma outra voz
Com que vindo
Nos interstícios
Do brando encanto
Com que o teu canto
Vinha até nós.
Ouvi-te e ouvi-a
No mesmo tempo
E diferentes
Juntas cantar.
E a melodia
Que não havia.
Se agora a lembro,

Faz-me chorar.

Fernando Pessoa

O luar enche a terra de miragens



O luar enche a terra de miragens
E as coisas têm hoje uma alma virgem,
O vento acordou entre as folhagens

Uma vida secreta e fugitiva,
Feita de sombra e luz, terror e calma,
Que é o perfeito acorde da minha alma

Sophia de Mello Breyner

Prelúdio de Shostakovich

A nada imploram

A nada imploram tuas mãos já coisas,
Nem convencem teus lábios já parados,
No abafo subterrâneo
Da húmida imposta terra.
Só talvez o sorriso com que amavas
Te embalsama remota, e nas memórias
Te ergue qual eras, hoje
Cortiço apodrecido.

E o nome inútil que teu corpo morto
Usou, vivo, na terra, como uma alma,

Não lembra.

A ode grava,

Anónimo,um sorriso

Ricardo Reis

Há uma música do povo



Há uma música do povo,
Nem sei dizer se é um fado
Que ouvindo-a há um ritmo novo
No ser que tenho guardado...

Ouvindo-a sou quem seria
Se desejar fosse ser...
É uma simples melodia
Das que se aprendem a viver...

E ouço-a embalado e sozinho...
É isso mesmo que eu quis ...
Perdi a fé e o caminho...
Quem não fui é que é feliz.

Mas é tão consoladora
A vaga e triste canção ...
Que a minha alma já não chora
Nem eu tenho coração ...

Sou uma emoção estrangeira,
Um erro de sonho ido...
Canto de qualquer maneira
E acabo com um sentido

Fernando Pessoa

Die Zaberflote - Der Holle Rache

Binómio de Newton vs Vénus de Milo

O Binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo.
O que há é pouca gente para dar por isso.

óóóó — óóóóóóóóó — óóóóóóóóóóóóóóó
(O vento lá fora.)

Álvaro de Campos

Die Zaberflote - Papageno

Análogo Começo

Análogo começo.
Uníssono me peço.
Gaia ciência o assomo
— Falha no último tomo.

Onde prolixo ameaço
Paralelo transpasso
O entreaberto haver
Diagonal a ser.

E interlúdio vernal,
Conquista do fatal,
Onde, veludo, afaga
A última que alaga.

Timbre do vespertino.
Ali, carícia, o hino
O utonou entre preces,
Antes que, água, comeces

Fernando Pessoa

Viajar enriquece os espíritos


O conhecimento é finito

O desconhecido infinito


Intelectualmente estamos numa ilha no meio de um oceano ilimitado de inexplicabilidade

T. H. Huxley

Kant

“A Filosofia Kantiana pode ser considerada, no plano gnoseológico, uma crítica ao poder da Razão”

Ao contrário da maioria dos racionalistas, como Descartes, que acreditava no poder absoluto da Razão, achando que esta faculdade era capaz de conhecer tudo ilimitadamente, Kant, através do estudo da filosofia empirista, essencialmente a de David Hume, afirma que só é possível conhecer o que é dado através de uma intuição sensível. Kant é, por isso, denominado um filósofo de síntese, visto que consegue convergir as duas teorias explicaticas gnoseológicas, ultrapassando assim a dicotomia estabelecida anteriormente.
Kant estrutura a Razão e subdivide-a em três instâncias, a Sensibilidade, o Entendimento e a Razão no sentido estrito. Todas estas pressupõem formas a priori, isto é, anteriores e independentes das experiência. As formas a priori da Sensibilidade são o Tempo e o Espaço, que permitem uma primeira ordenação da realidade. As formas de segundo grau, são as Categorias do Entendimento e estabelecem relações entre o sujeito e o predicado. Por fim, as últimas são as Ideias Transcendentais: Alma, Mundo e Deus. É nestas que está subjacente a crítica ao poder absoluto da Razão.Enquanto que Descartes prova a existência de Deus, prova essa que provinha da Metafísica Tradicional, desde a Idade Média, Kant, ao afirmar que só é possível conhecer o que é dado através de uma intuição sensível, indica que estas Ideias Transcendentais, por serem Coisas em Mim, não são cognoscíveis, nem se pode provar a sua existência, esta encontra-se no plano da fé, como afirma na Crítica da Razão Prática.
Kant ainda relata que pensar é diferente de conhecer, o Homem é livre de pensar no que quiser, no entanto, só pode conhecer o que percepciona.Para Kant as disciplinas da Metafísica Tradicional (Psicologia, Teodiceia e Cosmologia) não são consideradas ciências, visto que nestas os juízos sintéticos a priori não são possíveis nestas cadeiras tradicionais. No entanto, apesar da sua crítica ao poder da Razão, Kant é um racionalista, visto que para ele apenas esta permite o conhecimento, apesar de apenas se poder conhecer o que a Sensibilidade transmite.
O pressuposto de existirem formas e categorias a priori, assemelhando-se a Descartes, devido à sua posição em relação às ideias inatas, bem como o abandono da teoria da “Tábua rasa” de Locke, conferem a Emmanuel Kant um carácter racionalista.
in Única pergunta do teste de filosofia no 2º Período do 11º ano e que me valeu o 19 :P

Quinta-feira, Março 15, 2007

Paradigmático?


Parece-me provável que Deus tenha, no início dos tempos, formado matéria sólida, maciça, as partículas móveis impenetráveis necessárias, em dimensão e forma, e em proporção no espaço, para que atinjam o fim para o qual Deus as formou...



I. Newton (1642-1727)



(Só em 1808 é que John Dalton propôs a teoria do modelo atómico)

Terça-feira, Março 13, 2007

"Em Busca do Tempo Perdido"

Qualidade: A persistência
Defeito: AH!, Falta de modéstia
A característica mais importante num homem: Sentido prático
Numa mulher: Inteligência e sentido de humor
Actividades: Ler, ir ao cinema, ouvir música!
A maior das tragédias: A solidão (Cito citizen mary!)
Cores: Encarnado, cor-de-laranja e preto
Flor: Margarida
Autores: Fernando Pessoa, Miguel Torga, Wilbur Smith, António Damásio, GG Márquez, Lobo Antunes
Compositores: Beethoven e Chopin, seguidos de Mozart e Liszt
Palavra: Dicroismo / Escândalo / PORÉM
Ódio: Estupidez

Terça-feira, Março 06, 2007

Não quero rosas, desde que haja rosas.


Não quero rosas, desde que haja rosas.
Quero-as só quando não as possa haver.
Que hei-de fazer das coisas
Que qualquer mão pode colher?

Não quero a noite senão quando a aurora
A fez em ouro e azul se diluir.
O que a minha alma ignora
É isso que quero possuir.

Para quê?... Se o soubesse, não faria
Versos para dizer que inda o não sei.
Tenho a alma pobre e fria...
Ah, com que esmola a aquecerei?...

Fernando Pessoa

Piquenique Praia do Sul - Alcácer do Sal 2005





  • Do Ing. pick, pegar + nick, pequeno bocado



  • Substantivo masculino



  • Refeição festiva no campo!!

Encontrei uma preta
que estava a chorar
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhai-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

António Gedeão

Sábado, Março 03, 2007

Marretas





Rua Sésamo, é a versão portuguesa do programa infantil de televisão americano Sesame Street, produzido pela RTP em 1989. Este programa tinha como finalidade entreter as crianças mais novas, e também era pedagógico na medida em que existiam várias apresentações alusivas, ao alfabeto, aos números, às cores, e às formas, e em algumas sequências o apelo à tolerância étnica. A Rua Sésamo era sem dúvida um programa educativo muito amigável. Desde a oficina do André, até à casa da Avó Chica, passando pela livraria do Zé Maria e pela loja do Senhor Almiro, toda a Rua Sésamo estava sempre animada. Entre as personagens principais, estavam o famoso Poupas que andava sempre à procura de algo para fazer, o Ferrão que estava sempre a arranjar problemas ou a tentar provar que o seu maravilhoso vegetal, o "agripino" é comestível, e finalmente, a sempre simpática gata Tita, que passava a vida na oficina do André ou na casa da Avó Chica, embora também gostasse de dar um pulo à livraria do Zé Maria. O programa Rua Sésamo fez as delícias dos mais novos e não só, sendo vista como uma das melhoras séries pedagógicas dos últimos vinte anos.

Rubinstein toca Polonaise Op.53 (Heroica) de Chopin / Esta espécie de Loucura



Rubinstein, aqui com 89 anos, na sua última exibição em público.

Esta espécie de loucura

Esta espécie de loucura
Que é pouco chamar talento
E que brilha em mim, na escura
Confusão do pensamento,

Não me traz felicidade;
Porque, enfim, sempre haverá
Sol ou sombra na cidade.
Mas em mim não sei o que há.

Fernando Pessoa

Hungarian Rhapsody nº2 Lizst



Apesar de aparentar ser bastante excêntrico e pouco convencional, gosto bastante deste intérprete.

Ballade nº 1 Chopin - Zimerman



Este filme é obrigatório para quem viu o pianista. Esta é a balada que Wladyslaw Szpilman (Adrien Brody) toca quando se encontra refugiado num quartel alemão.

Concerto para Piano - Schumann



Nesta onda fanática de música, o concerto de Schumann para piano e orquestra!

Flight of Bumble Bee



Irritante???

Rubinstein - Schubert Impromptu



Gosto particularmente deste Impromptu de Schubert e da interpretação e execução de Rubinstein!

Estudo Op-10 nº7 Chopin - Music animation




Um pequeno jogo visual envolvendo um estudo de Chopin! Enjoy