Ou então não
Quarta-feira, Fevereiro 15, 2012
Terça-feira, Fevereiro 07, 2012
Jesuítas e Ciência em Portugal - I
Está disponível o primeiro artigo da série Jesuítas e Ciência em Portugal que escrevi com o Prof. Henrique Leitão. Esta série vai ser constituída por 5 artigos, que irão ser publicados mensalmente na revista Brotéria.
Dando início a esta série de trabalhos, apresentamos as contribuições de P. António Oliveira Pinto S.J., o primeiro cientista a trabalhar com radioactividade no nosso país, depois de uma viagem científica onde aprendeu as técnicas radiológicas mais recentes no laboratório de Marie Curie.
O artigo encontra-se aqui.
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Quarta-feira, Janeiro 25, 2012
Sexta-feira, Janeiro 20, 2012
Segunda-feira, Janeiro 16, 2012
Chopin/Godowsky Op. 10 n.º 4
Ainda Chopin/Godowsky. Este vídeo contém ambas as versões do Op. 10 n.º 4 de Chopin. Muito bom!
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Francesco Libetta - Chopin/Godowsky
Interessante estudo para a mão esquerda de Godowsky inspirado no Op.10 nº 12 de Chopin.
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Quinta-feira, Janeiro 05, 2012
Terça-feira, Dezembro 27, 2011
Novos sites e blogues que ando a seguir
Depois de uma agradável conversa na semana passada, sugeriram-me a leitura de novos blogues sobre Ciência, Filosofia e Religião.
Vale a pena ler com atenção:
http://blog.domingosfaria.net/
http://companhiadosfilosofos.blogspot.com/
http://ktreta.blogspot.com/
http://dererummundi.blogspot.com/
http://espectadores.blogspot.com/
Vale a pena ler com atenção:
http://blog.domingosfaria.net/
http://companhiadosfilosofos.blogspot.com/
http://ktreta.blogspot.com/
http://dererummundi.blogspot.com/
http://espectadores.blogspot.com/
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Segunda-feira, Dezembro 05, 2011
Um nome dividido por três gerações
Escrevo este texto poucas horas depois do enterro do meu avô Francisco. Não podia deixar passar este dia sem escrever algumas impressões soltas que ficaram do meu querido avô.
O avô era adorado por todos os que o conheciam e rodeavam. Viveu as duas Grandes Guerras, o Salazar, o Marcelo Caetano e o 25 de Abril. No entanto, do que me vou lembrar sempre é da forma como viveu a Família.
Costumava falar com muito orgulho nos filhos, netos e bisnetas. Começava por dizer que éramos todos diferentes uns dos outros e gostava de continuar elogiando a avó, os tios e os primos. Cada um de nós tinha um conjunto de qualidades e virtudes que nos fazia únicos aos seus olhos. Éramos Malta, Romeiras, Veiga ou Teixeira, mas éramos o seu legado. Era assim que nos via.
O meu avô era também meu padrinho de baptismo e não deixa de ser um grande orgulho poder dizê-lo. Falava com uma enorme admiração do seu padrinho, o meu trisavô Francisco Malta. Espero um dia conseguir transmitir a admiração que sinto pelo meu avô da mesma forma como o meu avô Francisco sempre o fez, ao falar no seu avô Malta.
O meu avô é, para mim, um grande exemplo de vida. A sua vida foi pautada pela honestidade, rectidão, paciência e esperança. Mas foi, sobretudo, uma vida preenchida pelo amor e uma vida ao serviço. Espero um dia poder dizer que partilhámos muito mais do que o nome.
Fotografia: Os três Franciscos, em Coruche.
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Sexta-feira, Outubro 14, 2011
Ai Lurdes, Lurdes - António Lobo Antunes
Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sózinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.
António Lobo Antunes
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sózinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer.
António Lobo Antunes
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Domingo, Setembro 25, 2011
Quarta-feira, Julho 20, 2011
Revista Brotéria
Brotéria - Site que tenho estado a desenvolver ao longo do meu doutoramento em História e Filosofia das Ciências sob orientação do Prof. Henrique Leitão.
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Quarta-feira, Junho 15, 2011
"Artigo" de opinião no i por José Couto Nogueira
O dito artigo de José Couto Nogueira é uma resposta a uma carta de um leitor sobre a sua relação com os sogros!
Nunca pensei que se pudesse escrever alguma coisa assim num Jornal.
É incrível este artigo!
Uma verdadeira pérola da literatura portuguesa!!!!
Cito parte da resposta do José Couto Nogueira:
"O que parece é que o António José não se sabe impor – por outras palavras, é um banana.
Ora bem, ser um banana não é coisa que se possa mudar de um dia para o outro, ou mesmo com os anos; o estado vegetal inato é permanente. Qualquer outra pessoa já teria mandado os sogros dar uma volta, mais a querida filhinha com eles. Imponha-se, homem!
Em que mundo é que você anda? Já ouviu falar no divórcio? Sabe que há maridos que enchem as mulheres (e os sogros) de porrada por muito menos? Os tempos são outros, meu amigo: elas tornaram-se independentes, mas a boa notícia é que nós também.
(...) sente a sua querida esposa à sua frente e diga-lhe tudo o que lhe apetecer. Que os pais dela são uns chatos; que ela é uma chata por ser filha deles; que você não vai aturar tanta chatice nem mais um fim de semana; que se divorcia e lhe vai fazer a vida negra. Não se preocupe em exagerar ou disparatar: por uma vez na vida solte o que lhe vai na alma.
Se for um banana, ela vai torcer-lhe o braço e obrigá-lo a ajoelhar; se não for, ou ter deixado de ser, será que ela a ajoelhar e pedir desculpa. De qualquer maneira, não imagina o alívio que vai sentir.| Reacções: |
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